Este estudo procura facilitar o conhecimento da Maçonaria partindo de dentro dela própria – da análise dos seus documentos, dos seus rituais e de informações recolhidas junto de membros seus. Aborda, entre outros temas, as relações entre maçonaria e religião, maçonaria e ética, maçonaria e poder, a criatividade dos mações e as seitas, sem esquecer a forma de actuação característica da Maçonaria, ou seja, a «discrição» ou o «segredo» maçónico.
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- Prefácio
- Apresentação
- Fontes
- 1. As «constituições» comuns a todas as obediências maçónicas (1723)
- 2. Os rituais
- 2.1. Rito escocês antigo e aceite
- 2.2. Rito de emulação
- 2.3. «Maçonaria rectificada» ou «regime rectificado cristão»
- 2.4. Ordem illuminati
- 2.5. Ordem maçónica do antigo e primitivo rito de memphis e misraïm
- 2.6. Ritos de york, francês ou moderno, de damas ou de adopção, misraïm
- 2.7. Arco real
- 2.8. Rito operativo de memphis-misraïm da societas OTO
- 2.9. Grande loja tradicional e simbólica ópera (oficina monsalvat)
- 3. Os cânticos e hinos da maçonaria
- Bibliografia
- 2.1. Geral
- 2.2. Identificação de alguém como mação e modo pessoal de fazê-lo
- Siglas
- I. Perspectiva Histórica
- 1. As duas «cidades» agostinianas
- 2. Aspiração e meta da maçonaria: O «homem perfeito e ideal»
- 3. Da maçonaria «operativa/profissional» à «especulativa/filosófica» e «ideológica»
- 3.1. «Mação/maçonaria» ou «franco-mação/franco-maçonaria»?
- 3.2. A genealogia mitológica da maçonaria
- 3.3. A maçonaria no seu estado embrionário ou a maçonaria operativa/profissional até ao século xviii
- 3.4. O nascimento cristo-anglicano da maçonaria especulativa ou actual
- 3.5. As condicionantes da transformação da maçonaria operativa ou profissional na maçonaria especulativa, filosófica
- 3.5.1. A incorporação de membros «aceites» ou «convidados»
- 3.5.2. A influência do rosa-cruzismo
- 3.5.3. O templarismo?
- 3.5.4. O racionalismo e o Iluminismo
- 3.5.5. O confronto das dinastias inglesas
- 3.5.6. A maçonaria, herdeira da tradição mistérica da Antiguidade greco-romana?
- II. A Estrutura ou Organização da Maçonaria
- 1. A maçonaria regular, a irregular/liberal e a esotérico-ocultista
- 1.1. A maçonaria «regular»
- 1.2. A maçonaria «irregular» ou «liberal»
- 1.3. A maçonaria «esotérico-ocultista»
- 2. As obediências maçónicas
- 2.1. Sua definição
- 2.2. Sua organização
- 2.2.1. As lojas, base da pirâmide em cada obediência maçónica
- 2.2.2. Sua direcção
- 3. Os «Ritos», os «ritos» e os «rituais» da maçonaria
- 3.1. Os ritos, os rituais e os cânticos maçónicos
- 3.2. Os Ritos maçónicos e os seus graus
- 4. Lojas, triângulos e oficinas
- 4.1. Loja
- 4.2. Triângulo
- 4.3. Oficina
- 5. «Irmãos»
- III. O «Método» e os «Princípios» da Maçonaria
- 1. O «método maçónico»
- 1.1. O método maçónico e as suas características
- 1.2. O método maçónico é uma das razões por que não se pode ser mação e católico ao mesmo tempo
- 2. Os «princípios» maçónicos
- 2.1. O «método maçónico»
- 2.2. O relativismo
- 2.3. Laicismo, e não laicidade
- 2.3.1. Necessidade de um consenso lexical
- 2.3.2. Laicidade e laicismo
- 2.3.3. O laicismo – uma religião?
- 2.3.4. Um caso exemplar de laicismo maçónico: o turco
- 2.4. A maçonaria, uma gnose antropocêntrica
- IV. A Maçonaria e a Religião
- 1. «Um mação» não pode ser nem «um ateu insensato, nem um libertino irreligioso.»
- 2. A maçonaria não é uma religião nem um substituto da religião?
- 2.1. A maçonaria: uma «espiritualidade» e não uma «religião»?
- 2.2. A maçonaria não é uma religião?
- 2.3. Mas a maçonaria é chamada «religião» e até «a religião» em textos maçónicos e de mações...
- 3. O Grande Arquitecto do Universo (G.A.D.U.)
- 3.1. A mesmeidade ou realidade do divino e a sua concepção
- 3.2. A conceptualização maçónica do divino: o Grande Arquitecto do Universo
- 4. O comum a todas as religiões
- 5. O sincretismo maçónico
- 5.1. Os tipos de sincretismo
- 5.2. A «Palavra Perdida»: Jahbulon ou o divino sincrético
- 5.3. Uma divindade imanente e ao alcance da Razão
- 5.4. Um exame de religião na iniciação dum grau maçónico?
- 6. As crenças maçónicas no além
- 7. A maçonaria e o cristianismo
- 7.1. Incompatibilidade objectiva entre a maçonaria e o cristianismo
- 7.2. Há algum grupo maçónico que seja cristão?
- 7.3. A «missa» maçónica
- 7.4. Há clero sacerdotal nalgumas obediências maçónicas?
- 8. A maçonaria, Lúcifer e o luciferismo
- V. A Maçonaria e a Ética
- 1. Ética ou moral
- 2. O pluralismo religioso e a sua ética
- 3. A maçonaria, uma «escola de moral» «superior à religião»
- 3.1. A maçonaria, uma «escola de moral»
- 3.2. A ética ou moral superior à religião
- 3.3. Se Deus não existisse, tudo seria permitido?
- 4. A especificidade da ética maçónica: «o que é comum a todas as éticas»
- 4.1. Uma «ética universal» ou «comum a todas as religiões e éticas»
- 4.2. A ética «cívica» ou comum a todos os cidadãos da mesma nação
- 5. A maçonaria como «filosofia» ou «religião» e a ética «cívica, filosófica»
- 6. A ética «mundial» ou de todos os povos
- VI. A Maçonaria e a Neopaganização do Mundo Ocidental
- 1. A justificação teórica do neopaganismo
- 2. A paganização existencial
- 3. A maçonaria paganizada e paganizadora
- 4. Alguns vestígios do paganismo greco-romano na maçonaria
- 4.1. As «festas solsticiais»
- 4.2. A «era maçónica» e as marças, ou o «Ano Novo» da cronologia maçónica
- 4.2.1. A cronologia ou «era maçónica»
- 4.2.2. As marças ou o Ano Novo maçónico
- 5. O neo-indigenismo
- 5.1. «Indígenas» e «neo-indígenas»
- 5.2. A relação da maçonaria com o neo-indigenismo
- 5.2.1. Mediante organizações-fachada
- 5.2.2. Mediante a configuração ritual e a transposição de ritos
- VII. Em Torno de duas Revelações e duas Igrejas Paralelas: A Exotérica ou Institucional e a Esotérica
- 1. A Revelação divina e a Igreja cristã
- 2. As «revelações» apócrifas da Antiguidade e do nosso tempo
- 3. O laicismo moderno e a sua promoção das «revelações» apócrifas e dos grupos marginais em ordem à formação de uma «Igreja paralela»
- 3.1. Em torno dos grupos marginais e da «Igreja paralela» à hierárquica e institucional
- 3.2. Evangelhos apócrifos ou de ficção científica gnósticos
- 3.3. Os evangelhos e outros relatos cristãos apócrifos dos nossos dias
- 3.3.1. O achado imaginário de um manuscrito supostamente antigo ou não
- 3.3.2. Em estado de consciência alterada («locuções» de Jesus Cristo, dos espíritos, etc.)
- 4. A maçonaria e as «Igrejas nacionais»
- VIII. O Segredo Maçónico
- 1. A lei do arcano nos mistérios da Antiguidade e o segredo maçónico
- 2. A maçonaria, sociedade «discreta, não secreta»
- 3. O segredo maçónico, quintessência da antropologia maçónica?
- 4. Algumas manifestações ou provas do segredo maçónico
- 4.1. O nome iniciático ou de uso interno na maçonaria
- 4.2. A escala dos graus na maçonaria
- 4.3. As organizações-fachada da maçonaria
- 4.4. As lojas encobertas
- 4.5. Os diferentes juramentos de guardar segredo absoluto
- 5. As quatro dimensões do segredo maçónico: pessoal, ritual, iniciática e metodológica
- 6. Alguns efeitos negativos do segredo maçónico
- 7. Numa sociedade plural e democrática podem ter existência legal sociedades secretas como a maçonaria, sobretudo nas suas lojas encobertas?
- IX. A Simbologia Maçónica
- 1. Significante e significado – os dois elementos constitutivos de qualquer sinal ou símbolo
- 2. Os símbolos, elementos e factores determinantes das culturas, religiões, etc.
- 3. Os principais símbolos maçónicos
- 3.1. As palavras como símbolos
- 3.1.1. A gíria maçónica
- 3.1.2. A «Palavra Perdida»
- 3.2. A eficácia simbólica dos gestos
- 3.3. O valor simbólico de cariz moral das «coisas» e instrumentos
- 3.4. Os símbolos rituais ou os ritos
- 3.5. O simbolismo dos números e das cores
- X. É Possível Ser-se Católico e Mação ao Mesmo Tempo?
- 1. Atitude de permanente rejeição
- 2. Por que motivo um católico não pode ser mação
- 2.1. Pela incompatibilidade dos «princípios» maçónicos com os da Igreja Católica
- 2.2. Posicionamento da maçonaria para lá dos «princípios» de todas as religiões e éticas concretas
- 2.3. Um católico deve viver a unidade de vida sem a desdobrar em dois planos: o maçónico, que seria o superior, e o cristão
- 2.4. A obediência «cega» e o segredo maçónico
- 2.5. A insuperável força relativista e relativizadora da maçonaria
- 2.6. O método maçónico
- 3. Estas declarações mantêm-se válidas?
- 4. Será possível uma colaboração entre mações e católicos?
- 4.1. O diálogo a título individual
- 4.2. O diálogo dos católicos com a maçonaria em si ou com os seus representantes enquanto tais
- XI. A Criatividade dos Mações, Origem de Inúmeras Seitas e Organizações
- 1. A criatividade dos mações. A sua relação nem sempre «visível» com as seitas
- 2. Seitas promovidas pela própria maçonaria
- 3. Seitas de origem (fundadas por mações) e de cariz maçónicos
- 4. Seitas de origem maçónica, mas desenvolvidas à margem da maçonaria
- 5. Seitas de cariz maçónico mas geralmente não fundadas por mações
- 6. Outras organizações
- XII. A Maçonaria e o Poder
- 1. A «conspiração» maçónica e a antimaçónica
- 1.1. O primeiro grupo antimaçónico de índole burlesca: o duque de Wharton e os Gormogones
- 1.2. O abade Barruel e a carta de Simonini
- 1.3. Os Protocolos dos Sábios de Sião
- 2. Oportunidade da distinção entre maçonaria e mações
- 3. A influência política da maçonaria é atenuada ou anulada pela sua fragmentação e pela ausência de um órgão supremo e único de governo interno?
- 4. Os mações parlamentares, a coerência no momento de votar e a autoridade dos dirigentes maçónicos
- 5. A repercussão da política nas lojas maçónicas
- 6. Alguns exemplos na história de Espanha
- 7. A maçonaria e as instituições políticas e económicas internacionais
- 7.1. Em torno das conspirações e das suas leis
- 7.2. As organizações políticas e económicas mais influentes
- 7.3. Conspirações maçónicas?
- XIII. Sobre os Dados Estatísticos
- 1. Observações
- 1.1. As lojas encobertas e as estatísticas
- 1.2. O número de mações está a descer?
- 2. Em Espanha
- 3. Fora de Espanha
- Glossário de Tecnicismos Maçónicos
- Índice Remissivo
- Índice Geral