Participação e Acção Colectiva

Participação e Acção Colectiva

Interesses, Conflitos e Consensos

  • Auteur: Vários
  • Éditeur: Princípia Editora
  • eISBN Pdf: 9789897160158
  • Lieu de publication:  Portugal
  • Année de publication électronique: 2006
  • Mois : Octobre
  • Pages: 178
  • Langue: Portugais
Numa tentativa de tornar mais claro e interessante a estudantes e técnicos o novo conceito de «estratégia de actores» no contexto da intervenção social – e desmontar o discurso da participação quer na academia, quer nos terrenos da intervenção –, Isabel Carvalho Guerra revê e aponta os principais problemas da participação e da acção colectiva em projectos de desenvolvimento. Na verdade, «não basta [...] “participar” para tornar democrático um processo, pois está em causa não apenas a forma – quem e como participa? – mas também o conteúdo: participar em quê? Quais são os interesses? Quais os consensos e os conflitos?». Participação e Acção Colectiva – Interesses, Conflitos e Consensos é um contributo – teórico e prático – para a análise de interesses diversificados, dos seus protagonistas, da sua lógica de acção e do processo que permite (ou não) reproduzir os poderes e a mudança social.
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  • Introdução
  • 1. Governança e a construção da acção colectiva
    • 1.1. Complexidade crescente e procura de novas formas de pensar e de agir
    • 1.2. Quem são os novos actores?
      • 1.2.1. As diferentes escalas e lógicas da estrutura de actores: colectivos individuais, locais e globais, públicos e privados
      • 1.2.2. Do actor ao sistema
      • 1.2.3. A acção faz o actor
      • 1.2.4. Identidade local e formas de acção colectiva: identidade e projecto
    • 1.3. Parceria, partenariado e redes
    • 1.4. O sentido e as formas da acção colectiva
      • 1.4.1. O que faz agir os actores?
      • 1.4.2. Concertação e negociação como formas de construção da acção colectiva
        • a) A confusa (e conflitual) história destes conceitos
        • b) Conflito e compromisso são incompatíveis?
        • c) A negociação e a cooperação como formas de construção identitária e de regulação social
        • d) Como entender estas evoluções?
      • 1.4.3. A microfísica do poder: politização da vida social e das políticas públicas
      • 1.4.4. Entre emancipação e integração
      • 1.4.5. De uma democracia de gestão a uma democracia de projecto
    • 1.5. O conhecimento e o cientista social
      • 1.5.1. A análise das práticas sociais e não apenas dos significados
    • 1.6. Alguns pressupostos para a análise da acção colectiva a nível do planeamento
  • 2. Paradigmas de entendimento da acção colectiva (no quadro da sociologia)
    • 2.1. As teorias do comportamento colectivo, ou como a mudança é mal encarada
      • 2.1.1. Da imitação e do contágio à identidade colectiva organizada
    • 2.2. A teoria da mobilização dos recursos e a crença na racionalidade do comportamento humano
      • 2.2.1. A teoria dos jogos
      • 2.2.2. A lógica da acção colectiva em Olson
      • 2.2.3. A abordagem estratégica
      • 2.2.4. A análise da acção colectiva
    • 2.3. A teoria dos novos movimentos sociais: da excepção da transgressão à procura de novos sentido do devir colectivo
      • 2.3.1. As teorias da acção
      • 2.3.2. Que visão social propõe a análise da acção?
      • 2.3.3. O que é um novo movimento social?
      • 2.3.4. Os métodos
    • 2.4. A teoria dos quadros de referência (frame theory) e a crença na construção «experiencial» dos modelos condutores da acção
      • 2.4.1. Todos os actores são portadores de significação
      • 2.4.2. A produção de identidade colectiva
      • 2.4.3. O método
      • 2.4.4. Conclusão
    • 2.5. A teoria do avanço da democracia e da crise de legitimidade: à procura de outras formas de decisão sobre a vida quotidiana
      • 2.5.1. Cidadania, identidades e novas formas de fundamentar a acção colectiva
      • 2.5.2. A dimensão política da participação e a democracia participativa
    • 2.6. Reformulações recentes e perspectivas de pesquisa
  • 3. A análise da estratégia dos actores
    • 3.1. Quem são os actores?
      • 3.1.1. Porquê fazer uma análise de actores?
      • 3.1.2. Desafios e limites
    • 3.2. Quando deve ser realizada uma análise da estratégia de actores e quanto tempo leva?
    • 3.3. Como fazer a análise estratégica de actores?
      • 3.3.1. Técnicas de identificação dos actores
        • a) O método básico
        • b) Matrizes descritivas de identificação dos actores
          • i) Matriz de identificação dos actores: interesses e envolvimento
          • ii) Matriz de identificação dos recursos dos actores
          • iii) Matriz das relações entre actores e entre actores e os problemas identificados
          • iv) Matriz das relações de impactes esperados de um dado programa
          • v) Matriz simbólica de análise organizacional
          • vi) Matriz de actores-motores e actores-freio
          • vii) Matriz sumária de análise da participação
      • 3.3.2. Técnicas de análise das interacções entre actores
        • a) As técnicas-base: análise estrutural, análise de impactes e grafos
          • i) A análise de impactes cruzados (cross impact analysis)
          • ii) A análise de grafos
          • iii) A centralidade dos actores
        • b) As técnicas de análise das relações entre actores: poder e influência
          • i) Os sociogramas de actores
          • ii) Matriz de influência e importância
          • iii) Análise da estratégia de actores
  • Conclusão
  • Bibliografia
  • Índice

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