Pela primeira vez em português, eis o texto integral da mais famosa obra de Alexis de Tocqueville. Desde a sua primeira publicação, em 1835, que «Da Democracia na América» é uma obra indispensável para quem se interessa pela democracia ou se dedica ao seu estudo. Através de uma análise minuciosa que atravessa diversos domínios, como a História, a Filosofia, a Sociologia e a Ciência Política, Tocqueville oferece-nos um retrato lúcido, cada vez mais intemporal, da democracia americana de meados do século XIX: a sua organização política e administrativa, onde destaca, entre muitos outros aspectos, o sistema federal e as comunidades locais; a importância das boas leis, dos hábitos e costumes; os efeitos da moral e da religião; as consequências do desenvolvimento comercial e industrial... Mas vai mais longe, e, com enorme acuidade, analisa também o homem democrático, as suas tendências e paixões e a sua complexa relação com a liberdade e a igualdade. No fundo, e tendo sempre presente o seu país de origem, Tocqueville está também a interrogar-se sobre as razões por que são tão evidentes as diferenças entre os regimes democráticos francês e americano, por que, na América, a sociedade democrática é liberal, e, em contraposição, a democracia francesa demonstra tantas dificuldades em manter um regime político de liberdade. João Carlos Espada escreve um ensaio introdutório onde apresenta o autor e a obra, sublinhando a importância deste livro na história do pensamento politico.
- Cover
- Copyright page
- Title page
- Nota do editor
- Prefácio à edição portuguesa
- Volume I
- Aviso à duodécima edição
- Introdução
- Primeira Parte
- Capítulo I – Configuração exterior da América do Norte
- Capítulo II – Do ponto de partida e da sua importância para o futuro dos Anglo-Americanos
- Capítulo III – Estado social dos Anglo-Americanos
- Capítulo IV – Do princípio da soberania do povo na América
- Capítulo V – Necessidade de estudar o que se passa nos diferentes Estados, antes de falar do governo da União
- Capítulo VI – Do poder judicial nos Estados Unidos e da sua actuação na sociedade política
- Capítulo VII – Do julgamento político nos Estados Unidos
- Capítulo VIII – Da Constituição federal
- Segunda Parte
- Capítulo I – Como se pode dizer rigorosamente que nos Estados Unidos é o povo quem governa
- Capítulo II – Dos partidos nos Estados Unidos
- Capítulo III – Da liberdade de imprensa nos Estados Unidos
- Capítulo IV – Da associação política nos Estados Unidos
- Capítulo V – Do governo da democracia na América
- Capítulo VI – Quais as vantagens reais que a sociedade americana retira do governo da democracia
- Capítulo VII – Da omnipotência da maioria nos Estados Unidos e dos seus efeitos
- Capítulo VIII – Do que modera a tirania da maioria nos Estados Unidos
- Capítulo IX – Das causas principais que tendem a manter a república democrática nos Estados Unidos
- Capítulo X – Algumas considerações sobre o estado actual e o provável futuro das três raças que habitam o território dos Estados Unidos
- Notas
- Volume II
- Advertência
- Primeira Parte – Influência da democracia no movimento intelectual nos Estados Unidos
- Capítulo I – Do método filosófico dos Americanos
- Capítulo II – Da fonte principal das crenças nos povos democráticos
- Capítulo III – Porque revelam os Americanos mais aptidão e mais gosto pelas ideias gerais do que os seus antepassados ingleses
- Capítulo IV – Por que motivo os Americanos nunca se apaixonaram tanto quanto os Franceses pelas ideias gerais em matéria de política
- Capítulo V – De que forma a religião se sabe servir dos instintos democráticos nos Estados Unidos
- Capítulo VI – Do progresso do catolicismo nos Estados Unidos
- Capítulo VII – O que faz com que o espírito dos povos democráticos se incline para o panteísmo
- Capítulo VIII – Como a igualdade sugere aos Americanos a ideia da perfectibilidade indefinida do homem
- Capítulo IX – Como o exemplo dos Americanos não prova, de modo algum, que um povo democrático não possa ter a aptidão e o gosto pelas ciências, pela literatura e pelas artes
- Capítulo X – Por que motivo os Americanos revelam uma maior preferência pela prática das ciências do que pela teoria
- Capítulo XI – Com que espírito os Americanos cultivam as artes
- Capítulo XII – Por que motivo os Americanos erguem, ao mesmo tempo, monumentos tão grandes e monumentos tão pequenos
- Capítulo XIII – Fisionomia literária dos séculos democráticos
- Capítulo XIV – Da indústria literária
- Capítulo XV – Por que motivo o estudo da literatura grega e latina é particularmente útil nas sociedades democráticas
- Capítulo XVI – Como a democracia americana modificou a língua inglesa
- Capítulo XVII – De algumas fontes de poesia nas nações democráticas
- Capítulo XVIII – Por que motivo os escritores e os oradores americanos são muitas vezes pomposos
- Capítulo XIX – Algumas observações sobre o teatro dos povos democráticos
- Capítulo XX – De algumas tendências específicas dos historiadores nos séculos democráticos
- Capítulo XXI – Da eloquência parlamentar nos Estados Unidos
- Segunda Parte – Influência da democracia nos sentimentos dos Americanos
- Capítulo I – Por que motivo os povos democráticos revelam um amor mais ardente e duradoiro pela igualdade do que pela liberdade
- Capítulo II – Do individualismo nos países democráticos
- Capítulo III – Como o individualismo é maior ao sair de uma revolução democrática do que em qualquer outra época
- Capítulo IV – Como combatem os Americanos o individualismo através de instituições livres
- Capítulo V – Do uso que os Americanos fazem da associação na vida civil
- Capítulo VI – Da relação entre as associações e os jornais
- Capítulo VII – Relações entre as associações civis e as associações políticas
- Capítulo VIII – Como os Americanos combatem o individualismo através da doutrina do interesse bem entendido
- Capítulo IX – De que modo os Americanos aplicam a doutrina do interesse bem entendido em matéria de religião
- Capítulo X – Do gosto pelo bem-estar material na América
- Capítulo XI – Dos efeitos particulares que o amor pelos prazeres materiais produz nos séculos democráticos
- Capítulo XII – Por que motivo certos americanos exibem um espiritualismo tão exaltado
- Capítulo XIII – Por que motivo os Americanos se mostram tão inquietos no meio do seu bem-estar
- Capítulo XIV – Como o gosto pelos prazeres materiais se alia, nos Americanos, ao amor pela liberdade e ao cuidado com os assuntos públicos
- Capítulo XV – Como, de tempos a tempos, as crenças religiosas desviam a alma dos Americanos para os prazeres imateriais
- Capítulo XVI – Como o amor excessivo pelo bem-estar pode acabar por ser prejudicial ao bem-estar
- Capítulo XVII – Como, nas épocas de igualdade e de dúvida, importa fazer recuar o objecto das acções humanas
- Capítulo XVIII – Por que motivo, entre os Americanos, todas as profissões honestas são consideradas honradas
- Capítulo XIX – O que atrai quase todos os americanos para as profissões industriais
- Capítulo XX – Como a aristocracia poderia advir da indústria
- Terceira Parte – Influência da democracia nos costumes propriamente ditos
- Capítulo I – Como se suavizam os costumes à medida que as condições se igualizam
- Capítulo II – Como a democracia torna as relações habituais entre os Americanos mais simples e mais fáceis
- Capítulo III – Por que motivo os Americanos são tão pouco susceptíveis no seu país e se revelam tão susceptíveis no nosso
- Capítulo IV – Consequências dos três capítulos precedentes
- Capítulo V – Como a democracia modifica as relações entre o criado e o senhor
- Capítulo VI – Como as instituições e os costumes democráticos tendem a aumentar o preço e a reduzir a duração dos contratos de arrendamento
- Capítulo VII – Influência da democracia nos salários
- Capítulo VIII – Influência da democracia na família
- Capítulo IX – Educação das jovens nos Estados Unidos
- Capítulo X – Como a jovem se transforma em esposa
- Capítulo XI – Como a igualdade das condições contribui para manter os bons costumes na América
- Capítulo XII – De que modo os Americanos concebem a igualdade entre o homem e a mulher
- Capítulo XIII – Como a igualdade divide naturalmente os Americanos numa imensidade de pequenas sociedades particulares
- Capítulo XIV – Algumas reflexões sobre as maneiras dos Americanos
- Capítulo XV – Da gravidade dos Americanos e por que motivo ela não os impede de agirem muitas vezes insensatamente
- Capítulo XVI – Por que motivos a vaidade nacional dos Americanos é mais inquieta e mais quezilenta do que a dos Ingleses
- Capítulo XVII – Como o aspecto da sociedade, nos Estados Unidos, é ao mesmo tempo agitado e monótono
- Capítulo XVIII – Da honra nos Estados Unidos e nas sociedades democráticas
- Capítulo XIX – Por que motivo encontramos nos Estados Unidos tantos ambiciosos e tão poucas grandes ambições
- Capítulo XX – Da indústria dos lugares em certas nações democráticas
- Capítulo XXI – Por que motivos as grandes revoluções passarão a ser raras
- Capítulo XXII – Por que motivos desejam naturalmente os povos democráticos a paz, e os exércitos democráticos a guerra
- Capítulo XXIII – Qual é, nos exércitos democráticos, a classe mais guerreira e mais revolucionária
- Capítulo XXIV – O que torna os exércitos democráticos mais fracos do que os outros exércitos quando entram em campanha, e mais temíveis quando a guerra se prolonga
- Capítulo XXV – Da disciplina nos exércitos democráticos
- Capítulo XXVI – Algumas considerações sobre a guerra nas sociedades democráticas
- Quarta Parte – Da influência que as ideias e os sentimentos democráticos exercem sobre a sociedade política
- Capítulo I – A igualdade concede naturalmente aos homens o gosto pelas instituições livres
- Capítulo II – Como as ideias dos povos democráticos, em matéria de governo, são naturalmente favoráveis à concentração dos poderes
- Capítulo III – Em como os sentimentos dos povos democráticos estão em sintonia com as suas ideias para os levar a concentrar o poder
- Capítulo IV – De algumas das causas particulares e acidentais que concorrem para levar um povo democrático a decidir centralizar, ou não, o poder
- Capítulo V – Como, entre as nações europeias dos nossos dias, o poder soberano aumenta, apesar de os soberanos serem menos estáveis
- Capítulo VI – Que espécie de despotismo devem temer as nações democráticas
- Capítulo VII – Continuação dos capítulos precedentes
- Capítulo VIII – Visão geral do tema
- Notas
- Índice remissivo
- Índice geral