Objeção de Consciência e Direitos Humanos

Objeção de Consciência e Direitos Humanos

  • Auteur: Puppink, Grégor
  • Éditeur: Princípia Editora
  • eISBN Pdf: 9789897163678
  • Lieu de publication:  Portugal
  • Année de publication électronique: 2021
  • Mois : Octobre
  • Pages: 146
  • Langue: Portugais
O direito à objeção de consciência surge como um tema jurídico cada vez mais reivindicado. Atesta a amplitude do fenómeno o facto de o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos se confrontar frequentemente com casos de pessoas que, alegando razões de consciência, se recusam por exemplo a cumprir o serviço militar obrigatório, a jurar sobre a Bíblia, a integrar um júri, a colaborar em abortos ou a permitir que os seus filhos sejam vacinados. Impõese, portanto, uma clarificação da noção de objeção de consciência, não para estender o seu campo de aplicação a ponto de a tornar indefensável, mas, pelo contrário, para a definir melhor, a fim de que ela possa ser garantida na justa medida. Numa sociedade que renunciou, pelo menos parcialmente, à convicção pública de que existe um bem objetivo, recusarse a empreender este trabalho de reflexão seria renunciar à racionalidade da justiça e resignarse à arbitrariedade.
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  • Resumo
  • Introdução
  • I. A objeção de consciência: clarificação dos conceitos
    • 1. A consciência
      • a) As funções psicológica e moral da consciência
      • b) O mecanismo da consciência moral
      • c) O sentido moral percebido pela consciência pessoal transcende as normas sociais e religiosas
    • 2. As convicções
    • 3. Foro interno e foro externo
      • a) O foro interno
      • b) O foro externo
    • 4. A objeção
      • a) Distinção entre manifestação positiva e manifestação negativa da liberdade de consciência
      • b) Consequências desta distinção
  • II. A objeção de consciência no direito positivo
    • 1. A objeção de consciência como dever
      • a) No direito internacional e europeu
      • b) No direito interno
    • 2. A objeção de consciência como direito
      • a) Considerações gerais sobre o direito paradoxal à objeção de consciência
      • b) A recusa em prestar serviço militar
      • c) A recusa em praticar o aborto, a eutanásia e algumas biotecnologias
      • d) A recusa em revelar as próprias convicções
      • e) A recusa em fazer um juramento com dimensão religiosa
      • f) A recusa em seguir um discurso político imposto
      • g) A recusa em assistir a aulas de religião, ética e educação sexual
      • h) A recusa em celebrar uniões entre pessoas do mesmo sexo
      • i) A recusa da caça
      • j) A recusa da vacinação
  • III. Os critérios de apreciação da objeção de consciência
    • 1. Identificar as situações em que a recusa em agir é apresentada por uma pessoa razoável
    • 2. Distinguir as convicções pessoais das conveniências pessoais
      • a) Critérios de apreciação da qualidade das convicções
      • b) Critérios de apreciação da qualidade da objeção
      • c) O tratamento das conveniências pessoais e de outras opiniões
    • 3. Distinguir a objeção moral da objeção religiosa
      • a) A distinção entre objeção moral e objeção religiosa
      • b) Como reconhecer uma objeção moral, «de justiça»?
    • 4. Distinguir com base na distância entre o objeto e o motivo da objeção
      • a) A necessidade de uma ligação direta e a doutrina do duplo efeito
      • b) A necessidade de uma ligação estreita
    • 5. A questão da relação com a natureza
  • IV. Os direitos e as obrigações do Estado
    • 1. Na presença de uma conveniência pessoal
    • 2. Na presença de uma convicção
      • a) Na presença de uma objeção que exprime uma convicção moral
      • b) Na presença de uma objeção que exprime uma convicção religiosa ou filosófica
  • Referências
  • Índice

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