Brilhantemente concebido e executado, este é o mais prático e o mais útil dos livros publicados sobre a relação concreta entre a doutrina social católica e a atuação dos líderes empresariais.
- Cover
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- Title page
- Introdução
- Uma observação sobre a autoridade dos ensinamentos
- Contexto, agradecimentos e traduções
- 1 – Questões de caráter geral
- O contexto económico
- 1. Temos direito à propriedade privada?
- 2. Como deve cada pessoa utilizar a sua propriedade privada?
- 3. Ao Estado cabe algum papel na facilitação do destino universal dos bens?
- 4. A Igreja Católica recomenda algum modelo económico em especial (por exemplo, capitalismo, socialismo)?
- 5. A doutrina social católica no âmbito da economia é uma espécie de caminho intermédio ou uma terceira via entre o capitalismo e o socialismo?
- 6. O socialismo é consentâneo com a doutrina católica?
- 7. O capitalismo é consentâneo com a doutrina católica?
- 8. Qual é o papel do Estado na economia, e como pode ele desempenhar esse papel?
- 9. Estruturas económicas injustas podem levar as pessoas a pecar?
- 10. Como podemos superar as estruturas económicas injustas?
- 11. A reforma das estruturas económicas injustas é suficiente para alcançar a justiça económica?
- 12. A Igreja é a favor da globalização?
- A doutrina católica e os negócios
- 13. O trabalho tem um significado espiritual?
- 14. A doutrina católica é relevante para a gestão das empresas?
- 15. Seguir a doutrina da Igreja levará as empresas a serem menos lucrativas?
- 16. Qual é o princípio fundador da doutrina social da Igreja?
- 17. Os princípios da doutrina social da Igreja aplicam-se só aos católicos?
- 18. Como pomos em prática esses princípios quando trabalhamos com pessoas que não são católicas?
- 19. A doutrina social da Igreja só se aplica ao nível dos princípios, sendo a sua aplicação prática deixada à consideração dos leigos?
- 20. Como devemos aplicar os princípios da doutrina social da Igreja às práticas empresariais concretas?
- 21. A quem cabe a responsabilidade pelo cumprimento dos princípios da doutrina social da Igreja?
- 22. Quais são as responsabilidades dos leigos católicos no cumprimento dos princípios da doutrina social da Igreja?
- 23. A que devem aspirar os leigos ao porem em prática esses princípios?
- 24. Que responsabilidades específicas têm os leigos na economia?
- Dilemas morais nas empresas
- 25. É aceitável fazer algo imoral numa empresa para atingir um bem maior (por exemplo, evitar que a empresa vá à falência e salvar milhares de postos de trabalho)?
- 26. E se formos obrigados (por lei ou política da empresa) a fazer algo que é intrinsecamente mau (por exemplo, facultar produtos contracetivos)?
- 27. Significa isso que não podemos ter nenhum envolvimento no que quer que tenha aspeto de ser um mal nas empresas?
- 2 – Finanças e investimento
- Lucro
- 28. É moralmente aceitável gerar lucro?
- 29. O principal objetivo de uma empresa é gerar lucro?
- 30. É moralmente aceitável procurar maximizar o lucro – no sentido de procurar o lucro preferencialmente a tudo o resto?
- 31. Temos a obrigação moral de proteger o capital que nos é confiado sob a forma de investimento na nossa empresa?
- 32. O que devemos fazer se tivermos de optar entre uma atividade imoral e uma perda significativa do capital que nos foi confiado?
- 33. Que percentagem dos nossos lucros devemos estar dispostos a sacrificar para evitar ou diminuir layoffs durante um período de contração económica?
- Investimento
- 34. Ao decidir que investimentos de capital devem ser feitos, como por exemplo onde construir uma nova fábrica, devemos ter em conta outras considerações para além do que poderá ser mais rentável para a empresa?
- 35. Há considerações morais a ter em conta quando se decide se se deve privilegiar assuntos de mais curto ou mais longo prazo no âmbito financeiro?
- Impostos
- 36. É moralmente aceitável minimizar o montante de impostos que a nossa empresa tem de pagar através do recurso a paraísos fiscais offshore ou do aproveitamento de outras lacunas na legislação sobre os impostos?
- 3 – Gestão
- Compensação
- 37. O que é um «salário justo»?
- 38. Uma vez que o empregado não é obrigado a aceitar nenhum trabalho em particular, o acordo mediante o qual ele aceita trabalhar por um determinado salário não torna esse salário justo?
- 39. Que fatores deve o empregador ter em conta para calcular uma justa remuneração para o empregado?
- 40. De quem é a responsabilidade de verificar se está a ser pago um salário justo?
- 41. É moralmente correto pagar aos trabalhadores mais do que eles poderiam obter noutro lugar pelo mesmo trabalho, para que eles possam receber com que se manter, se, ao fazê-lo, reduzirmos os lucros que a empresa teria de outra forma?
- 42. Os patrões devem atribuir aos trabalhadores da sua empresa uma quota parte na propriedade da mesma?
- 43. Que níveis de remuneração são apropriados para os diretores das empresas?
- 44. Deve-se ter em conta as circunstâncias pessoais do trabalhador quando se está a decidir a sua remuneração (por exemplo, um homem casado com uma família numerosa deverá receber uma remuneração superior à de uma homem solteiro, quando ambos fazem exatamente o mesmo trabalho)?
- Benefícios
- 45. Há algum nível de benefícios de saúde que estejamos moralmente obrigados a proporcionar aos nossos trabalhadores?
- 46. É moralmente aceitável oferecer aos trabalhadores benefícios de saúde que cubram o aborto e a contraceção?
- 47. É moralmente aceitável alargar os benefícios de saúde dos cônjuges a parceiros que coabitem com os nossos trabalhadores?
- 48. É moralmente aceitável alargar os benefícios de saúde dos cônjuges a parceiros homossexuais dos trabalhadores?
- Condições de trabalho
- 49. Que condições gerais de trabalho devem ser proporcionadas aos trabalhadores?
- 50. Que obrigações temos de assegurar a saúde e a segurança dos nossos trabalhadores enquanto estão a desempenhar o seu trabalho, para além das exigências legais?
- 51. Devemos disponibilizar algum tipo de treino e de oportunidades de desenvolvimento aos nossos trabalhadores quando o sucesso do negócio o não exija?
- 52. Para além das obrigações legais, o empregador tem a obrigação de ter em conta a vida familiar de uma mulher?
- 53. Temos a obrigação de dar autorização para que os trabalhadores cumpram com os seus deveres religiosos?
- 54. Mais especificamente, temos a obrigação de deixar os trabalhadores folgar ao domingo?
- 55. Deveremos fazer concessões especiais a empregados portadores de deficiência?
- 56. O conceito de subsidiariedade tem alguma relevância ou implicação prática na quantidade de autoridade que delegamos no pessoal subordinado?
- Relações entre o trabalho e a gestão
- 57. Como é que o trabalho e a gestão devem agir no relacionamento entre si?
- 58. Os trabalhadores têm o direito de se sindicalizar?
- 59. Qual deve ser o papel dos sindicatos?
- 60. Os trabalhadores têm direito a fazer greve?
- Contratar e despedir
- 61. Quando se trata de decidir quem contratar, podemos rejeitar alguém cujo comportamento imoral fora do local de trabalho possa ser desmoralizador para os colegas de trabalho?
- 62. É moralmente aceitável despedir pessoal só com o objetivo de aumentar os lucros e/ou melhorar a cotação da empresa?
- 63. Há algum mal em despedir pessoas para as substituir por tecnologia, se isso melhorar a qualidade do produto e os lucros?
- 4 – Marketing e vendas
- Produtos
- 64. Há limitações morais ao que podemos produzir e vender, ou devemos deixar que seja o mercado a determiná-lo?
- 65. Que critérios devemos seguir para decidir que tipos de produtos e serviços são moralmente aceitáveis?
- 66. É moralmente aceitável envolver-se na produção ou no marketing de brinquedos, videojogos ou filmes que glorificam a violência ou a promiscuidade sexual?
- 67. É moralmente aceitável envolver-se na produção ou no marketing de produtos tabágicos?
- 68. É moralmente aceitável envolver-se na indústria do jogo?
- 69. É moralmente aceitável envolver-se na produção e no marketing de produtos contracetivos?
- 70. É moralmente aceitável envolver-se em práticas abortivas, quer direta, quer indiretamente, como fornecedor?
- 71. É moralmente aceitável envolver-se na produção ou no marketing de equipamento militar?
- Publicidade e promoção
- 72. A doutrina da Igreja é relevante para a publicidade?
- 73. Porque é que somos responsáveis pela nossa publicidade? Ela não se limita a espelhar os valores da sociedade?
- 74. É moralmente aceitável procurar «criar necessidades» na publicidade, apelar diretamente aos instintos dos consumidores?
- 75. É moralmente aceitável utilizar a publicidade por forma a levar as pessoas a sentirem-se pouco à vontade caso não comprem o nosso produto?
- 76. Como podemos fazer uso da publicidade de uma forma moralmente aceitável?
- 77. É moralmente aceitável fazer publicidade de produtos infantis dirigida às próprias crianças?
- 78. É moralmente aceitável servir-se da publicidade para convencer os adolescentes de que não serão «fixes» se não consumirem o nosso produto, em particular se essa técnica estiver a produzir bons resultados na concorrência?
- 79. É moralmente aceitável recorrer a algum tipo de imagens ou insinuações sexuais na nossa publicidade, particularmente se atuarmos num ramo (por exemplo, roupa interior, alta costura, cerveja…) em que a maior parte dos nossos concorrentes o faz e isso parece ser uma condição de sucesso?
- 80. É moralmente aceitável utilizar imagens para distinguir entre duas marcas concorrentes que são funcionalmente equivalentes (por exemplo, colas, pastas de dentes, detergentes)?
- 81. É moralmente aceitável utilizar imagens de membros do clero ou de religiosos para vender produtos?
- 82. É moralmente aceitável envolver-se na promoção de produtos inofensivos mas desperdiçadores ou irrelevantes, se as pessoas parecerem desejar comprá-los?
- 83. É moralmente errado contribuir para uma cultura de consumismo?
- 84. Há alguma sensibilidade moral específica que devamos ter ao fazer publicidade em países em desenvolvimento?
- Preços
- 85. O que é um preço justo? Temos a obrigação moral de disponibilizar bens a um preço justo?
- 86. As empresas de maior dimensão podem servir-se dessa sua dimensão para ficarem em vantagem em relação a outras (por exemplo, através da política de preços)?
- Vendas
- 87. O bluffing é moralmente aceitável nas negociações, quer para defender a nossa posição, quer para conseguir um melhor negócio?
- 88. Podemos vender os nossos produtos ou serviços a uma empresa ou organização que cremos que fará deles um uso imoral (por exemplo, serviços de impressão a uma empresa que produz revistas pornográficas)?
- 89. Podemos vender um produto ou serviço a uma empresa ou organização que possua intrinsecamente fins ilícitos (por exemplo, prestar serviços de impressão a uma clínica que pratica abortos)?
- 90. É errado visarmos com os nossos produtos e serviços certos grupos de clientes mais pobres ou mais vulneráveis, sendo que a sua relativamente menor sofisticação, os seus níveis de educação mais baixos e talvez a sua dificuldade em obter crédito os tornam clientes mais «cativos», e portanto mais lucrativos, para nós?
- 5 – Produção
- 91. Há alguma obrigação moral no que diz respeito à manutenção do nível de qualidade dos bens que produzimos?
- 92. Há alguma obrigação moral no que diz respeito ao modo como a empresa lida com o ambiente, para além de seguir os preceitos legais?
- 93. É moralmente aceitável investir em tecnologia que melhora a forma como tratamos o ambiente, mesmo que isso não seja exigido por lei, não melhore a nossa posição no mercado e reduza os lucros que, de outra forma, iriam para os donos da empresa?
- 94. É moralmente aceitável servirmo-nos dos animais para comer, vestir ou trabalhar?
- 95. Os fabricantes de alimentos devem preocupar-se com a forma como os animais são tratados, para além do que está previsto na lei (por exemplo, é aceitável a criação de animais em espaços exíguos)?
- 96. É moralmente aceitável servir-se dos animais para testar produtos?
- 6 – Negócios a nível internacional
- 97. É moralmente aceitável pagar grandes gorjetas, ou subornos, em sociedades onde elas parecem ser necessárias para empreender transações nos negócios?
- 98. Podemos subcontratar o que produzimos a produtores offshore se tivermos a suspeita de que eles empregam trabalho infantil e/ou os seus trabalhadores laboram em condições impróprias?
- 99. O que devemos fazer se a única maneira de nos mantermos competitivos for subcontratar a nossa produção offshore a empresas em que sabemos que os trabalhadores têm más condições de trabalho?
- 100. Até que ponto devemos orientar os nossos esforços para melhorar a situação dos trabalhadores que empregamos nos países em desenvolvimento, quando isso é feito em detrimento dos nossos lucros?
- 101. Podemos abrir uma fábrica na China, onde os nossos próprios gestores serão envolvidos na aplicação da «política do filho único» chinesa (que inclui a possibilidade de aborto forçado)?
- 102. Que aspetos devemos considerar no marketing de bens de consumo em países em desenvolvimento?
- 7 – Setores particularmente sensíveis do ponto de vista moral
- Saúde
- 103. Os prestadores de cuidados de saúde devem recusar-se a participar em ações que sejam intencionalmente prejudiciais para a vida inocente?
- 104. É moralmente permissível envolver-se comercialmente em experiências com embriões e fetos humanos?
- 105. É moralmente permissível colaborar (por exemplo, investindo) em empresas que estão a investigar vários métodos de manipulação genética tendo em vista conseguir características consideradas desejáveis nas crianças?
- 106. É moralmente permissível colaborar (por exemplo, investindo) em empresas que disponibilizam fertilização in vitro ou inseminação artificial?
- 107. É moralmente permissível colaborar (por exemplo, investindo) em empresas que oferecem serviços de esterilização?
- Farmácia
- 108. Podemos investir em empresas de biotecnologia se parte da sua ação incluir investigação com células estaminais ou outros métodos de investigação considerados moralmente ilícitos pela Igreja?
- 109. Quais são as responsabilidades morais das empresas farmacêuticas e dos farmacêuticos?
- Meios de comunicação social
- 110. Devemos ter em conta algum aspeto moral quando trabalhamos nos meios de comunicação social?
- 111. Quais são as responsabilidades de quem trabalha nos meios de comunicação social?
- 112. Nas notícias ou nos anúncios nos meios de comunicação social, podemos apresentar os factos de modo a favorecer uma opinião ou um produto em relação a outro?
- 113. Há aspetos particulares aos quais devamos ser especialmente sensíveis quando trabalhamos nos meios de comunicação social?
- 8 – Conclusão
- 114. Há algum aspeto de carácter geral que possa ser encontrado na doutrina da Igreja sobre as responsabilidades dos cristãos nas empresas?
- Índice remissivo
- Índice geral