Isabel Carvalho Guerra discute neste livro as abordagens qualitativas em ciências sociais, considerando que «procuram o sentido da acção colectiva, isto é, conhecer os sentidos e as racionalidades que fazem cada um agir e, por via disso, produzir a sociedade onde todos vivemos. É o aprofundamento dessa racionalidade cultural que permitirá conhecer as formas de produção da sociedade e os contornos da mudança social», abrindo ao cientista social um enorme campo de intervenção e interacção com os diversos actores sociais.
- Cover
- Copyright page
- Title page
- Introdução
- 1. A diversidade de paradigmas de referência e os pressupostos das metodologias compreensivas
- 1.1. Concepção teórico-metodológica das entrevistas e histórias de vida
- a) A «explicação» e a interpretação social: das regularidades às interdependências
- As causalidades complexas
- b) O individualismo – Do sentido da acção à mudança social
- c) A articulação entre o objectivo e o subjectivo, ou como se processa a passagem da história individual à história colectiva
- d) Da representatividade estatística à representatividade social
- e) A epistemologia de uma relação
- f) Da dedução à indução
- 2. A opção pelas metodologias compreensivas e diversidade de utilização
- 2.1. As posturas teórico-epistemológicas face à utilização de metodologias compreensivas
- a) Postura ilustrativa e lógica causal
- b) Postura restitutiva e hiperempirismo
- c) Postura analítica e reconstrução do sentido
- 2.2. As três funções da análise compreensiva
- 3. As diferentes funções e formas de utilização
- 3.1. Como fazer? Técnicas de realização de entrevistas
- 3.2. Construção do modelo de pesquisa: objecto, modelo conceptual e hipóteses
- a) A construção inicial do objecto
- b) A segunda construção do objecto e o papel da teoria
- c) E as hipóteses?
- 3.3. Quem e quantos?
- a) Os princípios da diversificação e da saturação
- b) A questão da amostragem
- A amostragem por caso único
- A amostragem por casos múltiplos
- i) Amostra por contraste
- ii) Amostra por homogeneização
- iii) Amostra por contraste-aprofundamento
- iv) Amostra por contraste-saturação
- v) Amostra pelo caso negativo
- 3.4. Como interrogar?
- a) A directividade na condução das entrevistas
- b) A construção do guião da entrevista
- c) A equipa
- d) A gravação e a transcrição
- e) O tempo da entrevista
- f) O lugar da realização da entrevista
- 4. Tratamento do material
- 4.1. A evolução do entendimento da análise de conteúdo
- 4.2. Diversidade nas formas de utilização
- a) A análise proposicional do discurso (APD)
- b) A análise das relações por oposição (ARO)
- c) Análise indutiva e processo de teorização: a proposta de Demazière e Dubar
- 4.3. Proposta de análise de entrevistas aprofundadas e histórias de vida: processo simplificado de análise de conteúdo
- a) Transcrição
- b) Leitura das entrevistas
- c) Construção das sinopses das entrevistas
- d) A análise descritiva: análise tipológica, categorial e temática aprofundada
- A análise tipológica
- A análise categorial
- A análise de conteúdo tradicional
- e) A análise interpretativa: as «hipóteses explicativas» e os «ideais-tipo»
- 4.4. Elaboração do relatório e restituição
- Bibliografia de base
- Índice