Economia Portuguesa

Economia Portuguesa

Evolução no contexto internacional (1910-2013) - 4ªed

  • Author: Moreira Mateus, Abel
  • Publisher: Princípia Editora
  • eISBN Pdf: 9789897163067
  • Place of publication:  Portugal
  • Year of digital publication: 2013
  • Month: April
  • Pages: 682
  • Language: Portuguese
Apesar de ter iniciado o século XX como uma das economias mais atrasadas da Europa, a economia portuguesa arrancou na década de 1950 para 40 anos de grande sucesso económico. E, em finais dos anos 80 do século passado, Portugal entrou para o clube dos países desenvolvidos. No entanto, a partir de meados da década de 1990, deu-se uma acentuada desaceleração do crescimento económico. O modelo seguido na década de 1990 esgotou-se e impôs-se a necessidade de alterar profundamente a política económica em Portugal de molde a relançar o crescimento e a evitar a estagnação por razões fundamentalmente estruturais. Nesta sua obra de vulto, que chega agora à sua 4.ª edição revista e atualizada, Abel Mateus faz um estudo exaustivo da economia portuguesa, da sua história e das razões da crise a que chegou atualmente, sem deixar de propor as reformas que se impõem para a relançar e conduzir o país a um cenário mais otimista.
  • Cover
  • Copyright page
  • Title page
  • Prefácio à presente edição
  • Prefácio à 3.ª edição
  • Prefácio à 2.ª edição
  • Prefácio à 1.ª edição
  • 1. Introdução e fases do crescimento português
    • Resumo
    • 1.1. As fases do crescimento económico português no período de 1910-2010
    • 1.2. Crescimento e flutuações
    • 1.3. A situação económico-social na década de 1910
  • 2. Da Primeira República à estabilização (1910-1930)
    • 2.1. A crise financeira e a inflação (do Pós-Primeira Grande Guerra a 1924)
    • 2.2. A estabilização financeira de 1924 a 1930
  • 3. Da estabilização à criação das pré-condições de crescimento (1926-1950)
    • 3.1. A Grande Depressão e Portugal
    • 3.2. O Estado Novo e a intervenção estatal dos anos 30 e 40
    • 3.3. A Segunda Grande Guerra
  • 4. O «período de ouro» do crescimento da economia portuguesa (1950-1974)
    • 4.1. Razões do crescimento económico português
    • 4.2. A acumulação das reservas de ouro e divisas no pós-guerra
    • 4.3. Os planos de desenvolvimento
    • 4.4. A primeira fase de integração europeia e a emigração
  • 5. Da revolução à introdução da democracia e dos desequilíbrios macroeconómicos (1974-1984)
    • 5.1. Causas da desaceleração e retoma da convergência
    • 5.2. A crise de 1975-1979 e o primeiro programa de estabilização com apoio do FMI
    • 5.3. A crise de 1982-1984 e o segundo programa de estabilização com apoio do FMI
    • 5.4. As alterações estruturais institucionais na economia portuguesa
    • 5.5. Relações laborais, direitos dos trabalhadores e custos do trabalho
  • 6. Adesão de Portugal à CE e ao euro
    • 6.1. A segunda fase da integração europeia (1986-presente)
    • 6.2. Impacto do IDE sobre o crescimento económico
    • 6.3. Alterações estruturais e modernização das estruturas produtivas
    • 6.4. A desinflação de 1990-1997
    • 6.5. A modernização do sistema financeiro
    • 6.6. Uma reavaliação do impacto dos fundos estruturais
  • 7. A evolução empresarial portuguesa
    • 7.1. Os grupos empresariais antes do 25 de Abril
      • 7.1.1. Grupo CUF – o conglomerado que se tornou a maior empresa da Península Ibérica
      • 7.1.2. Grupo Espírito Santo – o maior grupo financeiro
    • 7.2. Grupos do período pós-25 de Abril
      • 7.2.1. Grupo SONAE – o mais recente conglomerado
    • 7.3. Fazer negócio em Portugal
      • 7.3.1. «Espírito empresarial» (entrepreneurship)
      • 7.3.2. Os custos de «fazer negócio» em Portugal
      • 7.3.3. Demografia das empresas: as empresas nascem, crescem e muitas morrem
  • 8. Crescimento – em busca de uma explicação. Evolução da estrutura produtiva e ciclos económicos
    • 8.1. As fases de crescimento – revisão
    • 8.2. Evolução da estrutura produtiva e progresso tecnológico
    • 8.3. Fatores de crescimento, convergência e produtividade dos fatores
      • 8.3.1. A produtividade total dos fatores
      • 8.3.2. Modelos de crescimento económico
      • 8.3.3. Fatores explicativos da produtividade total dos fatores (PFT)
    • 8.4. Ciclos económicos
  • 9. A posição estratégica de Portugal nas relações económicas internacionais e a competitividade da economia
    • 9.1. Estrutura geográfica do comércio externo: o peso dominante da Espanha
    • 9.2. Estrutura das exportações por produtos: a quebra dos tradicionais e a subida das máquinas e do material de transporte
    • 9.3. Investimento direto estrangeiro: o domínio de Espanha
    • 9.4. Investimento do país no estrangeiro: expansão prematura?
    • 9.5. Competitividade das empresas e da economia
    • 9.6. Custos unitários do trabalho e taxa de câmbio efetiva: a concorrência do Leste Europeu e da Ásia
    • 9.7. Necessidade de expandir o peso das exportações
    • 9.8. Conclusões
  • 10. A macroeconomia no período pós-euro
    • 10.1. Os primeiros anos da existência do euro
    • 10.2. Modelos teóricos para a zona do euro
      • 10.2.1. O BCE e a política monetária da Zona Euro
      • 10.2.2. Desempenho da política monetária conduzida pelo BCE
      • 10.2.3. Convergência nominal na zona do euro?
      • 10.2.4. Política fiscal e Pacto de Estabilidade e Crescimento
      • 10.2.5. A União Monetária questionada
    • 10.3. O impacto da entrada no euro na economia portuguesa
      • 10.3.1. Mercados monetários
      • 10.3.2. Défice orçamental e dívida pública
      • 10.3.3. Competitividade externa e défice na balança corrente
    • 10.4. Conclusões
    • 10.5. Apêndice – Modelos teóricos da Zona Euro e de Portugal como membro do euro
      • 10.5.1. Modelos teóricos para a zona do euro
  • 11. Convergência real e reformas estruturais – um novo modelo de desenvolvimento para Portugal?
    • 11.1. Convergência em termos de produto interno bruto
    • 11.2. A afetação de recursos a favor de setores com baixa produtividade
    • 11.3. Os níveis e o elevado ritmo de endividamento da economia portuguesa
    • 11.4. O problema da competitividade
    • 11.5. Economia regional e atividade transfronteiras
    • 11.6. Para uma nova política de desenvolvimento
      • 11.6.1. Melhorar a eficiência e reduzir o peso do setor público administrativo (SPA) na economia
      • 11.6.2. Reforma da segurança social
      • 11.6.3. Fomento do capital humano e reforma da educação
      • 11.6.4. Fazer as escolhas do investimento público segundo critérios científicos – grandes projetos e elefantes brancos?
      • 11.6.5. Reformas estruturais fundamentais: justiça e administração da justiça
      • 11.6.6. Reformas estruturais fundamentais – saúde
      • 11.6.7. Promoção do desenvolvimento tecnológico
      • 11.6.8. Reequilíbrio orçamental das famílias, das empresas e do Estado
      • 11.6.9. Adotar uma nova política industrial: política da concorrência e redução da ineficiência nas infraestruturas, e uma maior mobilidade económica
    • 11.7. Conclusão
  • 12. A Europa das Regiões
    • 12.1. Desigualdade e convergência entre as regiões da Europa
    • 12.2. Especialização industrial entre os membros da UE
    • 12.3. Concentração espacial das indústrias europeias
    • 12.4. As regiões do conhecimento
    • 12.5. Conclusões e política económica
  • 13. Cenários macroeconómicos para a economia portuguesa (2013-2030)
    • 13.1. Enquadramento mundial: megatendências
      • 13.1.1. Multipolarização da economia mundial
      • 13.1.2. Globalização e expansão das economias emergentes
      • 13.1.3. Alargamento da classe média a nível mundial
      • 13.1.4. Envelhecimento das populações
      • 13.1.5. Crises financeiras: a grande crise do início do século XXI
      • 13.1.6. Alterações climáticas e o desafio dos problemas ambientais
      • 13.1.7. A revolução digital
      • 13.1.8. Cenários energéticos
    • 13.2. Cenários da OCDE para 2050
    • 13.3. Europa 2020
    • 13.4. Cenários macroeconómicos para a economia portuguesa em 2030
      • 13.4.1. Metodologia e principais fatores condicionantes (caracterização dos cenários)
      • 13.4.2. Cenário de base
      • 13.4.3. Cenário alto
      • 13.4.4. Conclusões
    • 13.5. Apêndice – Modelo de simulação
  • 14. Conclusões
  • Posfácio – Portugal à beira da bancarrota: a crise de 2010-2013
    • 1. A erupção da crise
      • 1.1. Causas próximas da crise
      • 1.2. Os programas de estabilidade e crescimento
      • 1.3. Causas estruturais da crise
      • 1.4. A crise bancária
    • 2. A crise dos países periféricos do euro
    • 3. Arquitetura da governação económica do euro
    • 4. Modelos de ajustamento de um país da Zona Euro
    • 5. O pacote da troika – um novo regime económico
      • 5.1. Programa de ajustamento orçamental
      • 5.2. Desvalorização fiscal
      • 5.3. Programa de privatizações e proibição de golden shares
      • 5.4. Programa de estabilidade do setor financeiro
      • 5.5. Reformas estruturais
    • 6. Execução do programa (2011-2012)
    • 7. Desafios económicos desta década
  • Anexo estatístico
  • Referências bibliográficas
  • Índice