Esta obra questiona a existência de uma crise de cidadania e de integração na Europa, uma crise que tem sido proclamada, alto e bom som, nos debates públicos de vários países de imigração desde o começo dos anos 2000. Esta crise é sempre descrita como uma crise dos modelos históricos de cidadania, quer do republicanismo em França, quer do multiculturalismo na Holanda e no Reino Unido. Ora, o autor mostra que a referida crise de integração não pode ter acontecido, porque os supracitados modelos nunca existiram. Compreender a «crise» é, pois, compreender por que razão julgámos durante tanto tempo que esses «modelos» eram válidos.
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- Nota de abertura
- Apresentação
- Introdução
- Capítulo 1. A mística nacional
- Ideias, narrativas e crenças
- Os modelos nacionais como «filosofias de integração»
- Identidade nacional e «idiomas culturais»
- Configurações de cidadania, estruturas de oportunidade
- O preço da mística nacional no estudo da cidadania
- Capítulo 2. Situar os modelos onde eles se encontram
- Apriorismo, densidade, patologias
- Elitismo, desalinhamento, estereótipos
- Regularidade discursiva, superfície, monossemias
- Onde se encontram e onde não se encontram os modelos nacionais
- Capítulo 3. Dispersões republicanas
- A singularidade do modelo é reforçada pela contradição
- Quatro «repúblicas normativas» à francesa
- Nacionalidade e reinvenção da integração à francesa (1983-1993)
- A descoberta pública das discriminações (1998-2000)
- O islão e a «nova laicidade» (2002-2007)
- A «nova assimilação» e a ordem pública (2008-?)
- Capítulo 4. O multiculturalismo em crise?
- Multiculturalismo na Holanda: modelo ou antimodelo?
- Das race relations ao «multiculturalismo» britânicos: que «crise»?
- Conclusão
- Índice