Não há acesso à verdade que não se faça por meio da liberdade. A história é o espaço do diálogo na liberdade, o que não quer dizer que se trate de um espaço vazio, um deserto de propostas de vida. Porque ninguém vive do nada. Ninguém pode manter-se de pé, ter uma relação construtiva com a realidade, sem algo por que valha a pena viver
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- Prefácio
- Primeira parte – O contexto e os desafios
- 1. É possível um novo início?
- O que está em jogo
- O coração do Homem não se rende
- O que está em causa é sempre o Homem e a sua realização
- Aprofundar a natureza do sujeito
- O outro é um bem
- 2. Verdade e liberdade: um exemplo paradigmático
- As evidências e a história
- O problema da liberdade
- 3. No colapso das evidências, a geração de um sujeito
- Uma perceção diferente do real
- Uma fragilidade de consciência. «Como se já não existisse nenhuma evidência real»
- Uma redução da capacidade de olhar
- Cristo veio para despertar a nossa capacidade de reconhecer o real
- Uma insegurança existencial que nos faz procurar o apoio nas coisas que se fazem
- Tomar consciência da natureza do eu
- «Ninguém gera, se não é gerado»
- Gestos de humanidade nova que despertam um interesse
- 4. O desafio do verdadeiro diálogo depois dos atentados de Paris
- Segunda parte – Um acontecimento para renascer
- 5. O cristianismo face aos desafios do presente
- O desejo constitutivo do nosso coração
- Um acontecimento imprevisível
- A contemporaneidade de Cristo
- O método da presença cristã numa sociedade pluralista: o testemunho
- 6. O sentido religioso, verificação da fé
- Cristo esclarece o sentido religioso
- Cristo educa o sentido religioso
- Cristo salva o sentido religioso
- 7. O «mistério eterno do nosso ser»
- A confusão do eu
- O «mistério eterno do nosso ser»
- A saudade do Tu
- 8. Alargar a razão
- O alcance da questão
- O valor cultural de uma amizade
- A primazia dos factos
- A natureza da razão
- A educação para a razão como competência da universidade
- 9. A liberdade é o maior bem que os céus deram aos homens
- A redução moderna: a liberdade como ausência de vínculos
- O que é a liberdade?
- O caminho da liberdade
- A relação com o Mistério, fundamento da liberdade do Homem
- O companheiro que torna a liberdade historicamente possível
- A necessidade da Sua contemporaneidade
- Terceira parte – Emergência educativa
- 10. Introduzir à realidade total
- De onde recomeçar?
- Restabelecer o nexo com o real
- A necessidade de uma testemunha
- 11. O «ponto inflamado»
- O sentido mal entendido da proteção dos filhos
- A redução do eu aos fatores antecedentes
- Uma proposta viva
- Um convite à liberdade
- 12. Uma comunicação de si
- O desafio atual
- Como pôde acontecer
- Um novo início
- Quarta parte – Um protagonista novo na cena do mundo
- 13. «Raio divino se me afigurou ao pensamento a tua beleza, senhora»
- Reconquistar o eu
- Matrimónio e virgindade. Uma posse com um desprendimento
- No horizonte de um amor maior
- 14. Com a audácia do realismo
- A crise e a pessoa
- A origem e a obra
- A pertença e a responsabilidade
- O risco do personalismo
- 15. A crise, desafio para uma mudança
- «E Deus viu que era bom»
- O trabalho da razão
- Os passos e os fatores de uma «retoma»
- 16. O outro é um bem, também na política
- Conclusão – Como nasce uma presença?
- Como é que se faz para viver?
- O acontecimento que todo o homem inconscientemente espera
- Início de um conhecimento novo
- O que estamos a fazer no mundo?
- Uma presença original
- Um facto dentro do qual naufragar
- Aquilo que salva o homem
- Uma letícia geradora
- Fontes
- Índice