O Paço de Coimbra. Noite. Uma sala de abóbada alta e fria. As tapeçarias das paredes estão comidas de sol, em gamas mortas. Ao fundo, duas janelas de poiais de pedra. Os vitrais dormitam na penumbra. A lareira sem lume, entre as janelas, tem ramos frescos de choupo e de salgueiro, que só podem aquecer num serão de almas. De cada lado, em argolas de ferro, arde um tocheiro. À esquerda, uma porta exterior larga e baixa. À direita, uma porta interior. A sala não tem móveis: uma nudez de desconforto, lúgubre. Só ao pé da lareira há um escano rude, e esquecida no chão, uma viola.
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- Índice
- Diário I
- Introdução
- Parte I - 1981
- Parte II - 1982
- Diário II
- Introdução
- Parte I - 1983
- Parte II - 1984
- Parte III - 1985
- Parte IV - 1986
- Epílogo